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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O computador na sociedade do conhecimento

A Informática na Educação de que estamos tratando enfatiza o fato de o professor da disciplina
curricular ter conhecimento sobre os potenciais educacionais do computador e ser capaz de alternar
adequadamente atividades tradicionais de ensino-aprendizagem e atividades que usam o computador.
No entanto, a atividade de uso do computador pode ser feita tanto para continuar transmitindo a
informação para o aluno e, portanto, para reforçar o processo instrucionista, quanto para criar condições
de o aluno construir seu conhecimento.
Quando o computador transmite informação para o aluno, o computador assume o papel de
máquina de ensinar, e a abordagem pedagógica é a instrução auxiliada por ele. Essa abordagem tem
suas raízes nos métodos tradicionais de ensino, porém, em vez da folha de instrução ou do livro de
instrução, é usado o computador. Os softwares que implementam essa abordagem são os tutoriais e os
de exercício-e-prática.
Quando o aluno usa o computador para construir o seu conhecimento, o computador passa a ser
uma máquina para ser ensinada, propiciando condições para o aluno descrever a resolução de problemas,
usando linguagens de programação, refletir sobre os resultados obtidos e depurar suas idéias por
intermédio da busca de novos conteúdos e novas estratégias. Nesse caso, os softwares utilizados podem
ser os softwares abertos de uso geral, como as linguagens de programação, sistemas de autoria de
multimídia, ou aplicativos como processadores de texto, software para criação e manutenção de banco
de dados. Em todos esses casos, o aluno usa o computador para resolver problemas ou realizar
tarefas como desenhar, escrever, calcular etc. A construção do conhecimento advém do fato de o aluno
ter de buscar novos conteúdos e estratégias para incrementar o nível de conhecimento que já dispõe
sobre o assunto que está sendo tratado via computador.
A abordagem que usa o computador como meio para transmitir a informação ao aluno mantém
a prática pedagógica vigente. Na verdade, a máquina está sendo usada para informatizar os processos
de ensino existentes. Isso tem facilitado a implantação do computador nas escolas, pois não quebra a
dinâmica tradicional já adotada. Além disso, não exige muito investimento na formação do professor.
Para ser capaz de usar o computador nessa abordagem, basta ser capaz de inserir o disquete ou,
quando muito, ser treinado nas técnicas de uso de cada software. No entanto, os resultados em termos
da adequação dessa abordagem no preparo de cidadãos capazes de enfrentar as mudanças que a
sociedade está passando são questionáveis. Tanto o ensino tradicional quanto sua informatização
preparam um profissional obsoleto.
Por outro lado, o uso do computador na criação de ambientes de aprendizagem que enfatizam a
construção do conhecimento apresenta enormes desafios. Primeiro, implica entender o computador
como uma nova maneira de representar o conhecimento, provocando um redimensionamento dos
conceitos já conhecidos e possibilitando a busca e compreensão de novas idéias e valores. 


contexto historico :
A Informática na Educação no Brasil nasceu a partir do interesse de educadores de algumas
universidades brasileiras motivados pelo que já vinha acontecendo em outros países como Estados
Unidos e França.
 
Modo de utilização nos EUA:

Nos Estados Unidos, o uso de computadores na Educação é completamente descentralizado e independente
das decisões governamentais. O seu uso nas escolas é pressionado pelo desenvolvimento
tecnológico, pela necessidade de profissionais qualificados e pela competição estabelecida pelo livre
mercado das empresas que produzem softwares das universidades e das escolas.
 Porem aqui no Brasil, a realidade nas escolas é bem diferente pois nao se tem a qualidade devida nem pra o ensino basico , que é direito de todos, quem dirá um ensino de qualidade baseado na informatica.


 Referencias:

 Axt, M. & Fagundes, L., “EAD - Curso de Especialização via Internet: Buscando Indicadores de Qualidade”.
Anais do VII Congresso Internacional Logo, I Congresso de Informática Educativa do Mercosul, Porto
Alegre, pp. 120-131,1995.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Instrumento da Educação

A tarefa de melhorar nosso sistema educacional, dinâmico e complexo, exige atuação em múltiplas
dimensões e decisões fundamentadas, seguras e criativas, ou seja, se utilizando de métodos diferentes para que o resultado se torne gratificante tanto pra quem faz o ato educativo, mas para quem recebe a ação executada.

“Pensar na formação do professor para exercitar uma adequada pedagogia dos meios, uma pedagogia para a modernidade, é pensar no amanhã, numa
perspectiva moderna e própria de desenvolvimento, numa educação capaz de manejar e produzir conhecimento, fator principal das mudanças que se impõem nesta antevéspera do século XXI. E desta forma seremos contemporâneos do futuro, construtores da ciência, e participantes da reconstrução do mundo...”

(Moraes, 1993).
Informática na Educação é um novo domínio da ciência que em seu próprio conceito traz embutida a idéia de pluralidade, de inter-relação e de intercâmbio crítico entre saberes e idéias
desenvolvidas por diferentes pensadores.     
A primeira aplicação pedagógica do computador foi planejada para usá-lo como uma máquina de ensinar skinneriana1 e empregava o conceito de instrução programada. Por essa ótica, o conteúdo a ser ensinado deve ser subdividido em módulos estruturados de forma lógica de acordo com a perspectiva pedagógica de quem planejou a elaboração do material instrucional. No final de cada módulo, o aluno deve responder a uma pergunta, cuja resposta correta leva ao módulo seguinte. Caso a resposta do aluno não seja correta, ele deve retornar aos módulos anteriores até obter sucesso.
O programa do tipo ICAI é desenvolvido a partir da montagem de situações de ensino sobre conteúdos
específicos e de um aluno ideal e inexistente. De acordo com as respostas fornecidas pelo usuário,
o programa pode analisar objetivamente a dificuldade apresentada e fornecer informações complementares.
Também é possível que respostas do usuário ou outros dados sejam acrescentados ao programa,
que se torna cada vez mais sofisticado e abrangente. Assim, um programa do tipo ICAI incorpora três componentes (Martí, 1992: 75) ou modelos:
modelo de expert: estratégias e conhecimentos empregados pelo expert para resolver determinado problema; modelo de diagnóstico: compara as respostas dadas pelo aluno com as respostas do expert; modelo de tutor: fornece informações sobre o conteúdo em estudo e orientações sobre o programa em uso.
Entretanto, mesmo os softwares ditos “inteligentes” não têm condições de analisar as dificuldades subjetivas de um aluno real e nem de verificar que assuntos são mais significativos para lhe propiciar a aprendizagem. Esses fatores dependem do professor, pois o tutor não chega a empregar a amplitude e a complexidade de processos que o professor aciona em sua prática.
Contudo, como o conhecimento não é absoluto, ao final deste trabalho não disponho de um conhecimento
global do objeto, mas sim de um corpo de conhecimentos provisórios e complexos que me permitem ter uma visão de seu todo.



Referencias:
Martí, E., Aprender con Ordenadores en la Escuela. Barcelona: ICE - HORSORI, Universitat de Barcelona, 1992.

Moraes, M. C., Informática Educativa: Dimensão e Propriedade Pedagógica. Maceió, AL, jan. (não publicado),
1993.